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Mostrando postagens de abril, 2026

Quando a referência começa a interferir no espaço nos projetos de interiores contemporâneos

Em contextos urbanos contemporâneos — como São Paulo, Lisboa e outros centros globais — o acesso à referência deixou de ser escasso. Hoje, ele é contínuo. Imagens, projetos, soluções.Tudo disponível, o tempo inteiro.       E, à primeira vista, isso amplia possibilidades. Mas, na prática, começa a interferir. O que antes servia como repertório passa, pouco a pouco, a ocupar o lugar da decisão. E o espaço deixa de ser construído a partir de quem habita para refletir aquilo que foi visto. É nesse ponto que muitos projetos começam a perder identidade  não por falta de investimento, mas por excesso de referência sem direção. Nem toda referência foi pensada para ser aplicada.                                                        Projeto: Luis Barragán                     ...

SP-Arte e SP Design: o que, de fato, atravessa o espaço

SP-Arte e SP Design: o que, de fato, atravessa o espaço Ao percorrer a SP-Arte e a SP Design, o impacto é imediato. Formas que ocupam o campo de visão, materiais que pedem toque, peças que se afirmam pela presença. Mas, depois do primeiro olhar, o que permanece não é o excesso. É o que faz sentido. Arte e design não se sustentam por gosto. Se sustentam por contexto. Cada peça responde a uma lógica própria — de escala, de intenção, de linguagem. Uma lógica que funciona naquele cenário específico. Quando deslocada, essa mesma peça pode perder força. Ou simplesmente não encontrar lugar. Ao longo da história, o assento nunca foi apenas função. Ele sempre comunicou posição. Dos tronos às poltronas de design, existe uma intenção silenciosa em como se ocupa um espaço. Não sobre poder, mas sobre presença. Porque uma poltrona não é apenas um lugar para sentar. É um ponto de permanência, de pausa, de decisão. É onde o corpo encontra o espaço —e onde o espaço, quando bem resolvido, r...

Não é um retorno. É uma mudança de lógica.

Este espaço já existiu. E foi interrompido em 2019. Naquele momento, uma transição importante começava — a mudança para São Paulo e, principalmente, uma mudança na forma de atuar. Desde então, o que se construiu não foi conteúdo. Foi estrutura. Volto agora — não para retomar de onde parei, mas para refletir com mais precisão o que hoje sustenta a Baccari. Quando comecei, o mercado operava de forma previsível: o cliente trazia referências, o profissional traduzia em estética, a obra executava. O resultado era, quase sempre, o mesmo: um ambiente bonito. Eventualmente funcional. Raramente estratégico. Durante muitos anos, essa foi a entrega — com consistência e escala. Projetos residenciais, comerciais e hospitalidade. Participação em mostras como Casa Cor e Morar Mais por Menos . Mas em algum momento, a pergunta mudou. O cliente não precisava de um ambiente melhor. Precisava de uma decisão mais inteligente. Em São Paulo , essa diferença é clara. Erro de projeto não é...